29 de abr de 2010

Dança de salão quebra preconceitos

Maria Cláudia dança com seu aluno Onício

por Paula Nacasaki


Um passo à esquerda, um giro e talvez um salto. Esses são passes simples de dança, mas com um grande diferencial, pois a aula é direcionada a deficientes visuais que frequentam o CPC (Centro de Prevenção à Cegueira), na cidade de Americana. As aulas são ministradas pela pedagoga e professora de dança, Maria Cláudia Maia, todas às sextas-feiras, às 13h30.

As aulas de dança de salão para os deficientes visuais provam que nenhuma deficiência pode limitar o ser humano. A professora Maria Cláudia afirma que tanto o vidente como o deficiente têm dificuldades semelhantes para aprender os passos, mas, com o tempo e com a prática diária, tudo se resolve. “Todos são capazes”, afirma ela.

Nas aulas, o toque, a proximidade e a verbalização são elementos fundamentais para que o aluno desenvolva a percepção corporal, o equilíbrio e a lateralidade. Além de exercitar o corpo, a dança aumenta a autoestima, faz o aluno dar um novo significado as suas vidas. Terezinha é uma das frequentadoras assíduas das aulas e, desde então, voltou a ter vaidade. Ela faz questão de combinar a cor de sua blusa com o lacinho que traz nos cabelos.

O grupo de dançarinos sempre se reúne em festas internas para exercer seus talentos, e como todos os alunos se tornam amigos, eles combinam de sair em salões de dança para se divertir. O último evento em que estiveram foi o show do Falamansa, no Clube do Vovô, também em Americana, no dia 1º de maio de 2009. Todos estavam elegantes, pois a dança de salão exige um traje mais refinado.

Onício Souza conta que, quando perdeu a visão, ficou dez anos em sua casa. Ele saía apenas quando era necessário mas, depois que começou a frequentar o CPC, tudo mudou. Atualmente ele pratica dominó e dança. “Damos trabalho para a Claudinha, fazemos um passo e esquecemos outro”, brinca seu Onício, mas a professora afirma que ela aprende muito e a sua maior recompensa é ver os alunos dando um novo significado as suas vidas.

Comerciantes de sucatas e catadores de recicláveis estão otimistas depois da crise econômica mundial

por Rafael Leite de Campos

Todos os metais reciclados podem se transformar em matéria-prima para a fabricação de novos produtos. Por isso, evitar que os materiais recicláveis tenham como destino os aterros sanitários e promover o seu reaproveitamento preserva os recursos naturais e o meio ambiente.

Essa atitude inicia-se dentro das casas, onde os materiais recicláveis são separados. A sucata representa cerca de 40% do total de aço nos País, segundo a Compam - Comércio de Papéis e Aparas Mooca Ltda.

A reciclagem de qualquer material reduz drasticamente o impacto ambiental decorrente da exploração e extração de materiais da natureza. Representa economia de recursos minerais, de energia e, portanto, traz benefícios ao meio ambiente.

Segundo Carlos Alexandre Leite de Campos, que tem um comércio de sucatas há oito anos, no bairro Cecap, em Limeira, o setor passou por um período turbulento com a eclosão da última crise financeira internacional, no final de 2008, mas ele está confiante na retomada da lucratividade do setor para os próximos anos. “Aos poucos, o mercado vem reagindo e a lucratividade vem se recuperando”, afirmou.

A crise financeira internacional teve seu pior momento entre novembro de 2008 e fevereiro de 2009 para o setor, pois a cotação dos preços dos materiais metálicos, que é ditada pela bolsa de valores de Londres, despencou.

Campos compra somente recicláveis de metais, e observa que as latinhas de alumínio se destacam entre os metais mais vendidos pelos coletores.

“Hoje, as latinhas de alumínio são compradas pelo comerciante a R$ 2,50 o quilo, mas esse valor já foi bem maior em momentos que antecederam essa última crise financeira internacional, chegando a ser pago, por quilo, até R$ 3,50”, afirma Campos.

Os mais afetados com a crise foram os coletores de materiais recicláveis, pois os valores que recebiam pela venda do produto foram reduzidos drasticamente.

A renda dos catadores de recicláveis varia entre R$ 70 e R$ 140 mensais, segundo dados de 2006 do Departamento de Economia da Universidade Federal da Bahia. No Estado de São Paulo, a renda média é de R$ 200.

“Antes da crise, minha renda mensal como catador de sucatas era de aproximadamente R$ 500 por mês. Hoje, só consigo ganhar uns 60% daquela quantia”, reclama o catador de sucatas João Mendes Silva, que faz coleta há cerca de cinco anos.

José Mário Bizan Junior, que é proprietário da Silfer Metais em Limeira, disse que também sofreu com a crise, mas se diz contente com a normalização do setor neste ano e comemora o fato de poder contribuir novamente com a reciclagem de materiais.

“Toda sucata adquirida por minha empresa comercial é destinada à indústria de transformação, onde é feito todo o processo de reciclagem em materiais novos”, afirma ele.

Apreensões de cocaína crescem e de maconha diminuem no Brasil

por Luana Delevedove

As apreensões de cocaína no Brasil vêm aumentando consideravelmente nos últimos anos e mais do que dobraram desde o início da década, segundo a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), órgão ligado às Nações Unidas. A Jife ressalta ainda que este aumento das apreensões de cocaína não aconteceu somente no Brasil, mas também na Bolívia, Peru, Colômbia e Equador.

Em relação à maconha, houve queda nas apreensões no Brasil e também na Venezuela. Os relatórios enviados mostram que foram apreendidas 19 toneladas de cocaína, um aumento de 15 % relacionado ao ano anterior, já a maconha, em 2007 foram apreendidas 199 toneladas e em, 2008, 187 toneladas.

Segundo o relatório, em toda a região houve um aumento no uso de aeronaves leves com números de registro falsos ou roubados, operando em pistas de pouso pequenas e privadas, em áreas remotas, para transportar cocaína - cerca de metade da cocaína apreendida pelo Brasil em 2008 havia sido traficada por rotas aéreas. A ONU também aponta para um aumento no uso das chamadas "mulas" (pessoas que transportam a droga no próprio corpo) e do transporte da cocaína dissolvida em líquidos.

Segundo a psicóloga Solange Dantas Ferraz, há algumas fases da vida em que as pessoas ficam mais expostas às drogas. “Os adolescentes, curiosos por natureza, são aqueles que mais experimentam drogas. Todos querem se sentir iguais, dividirem as mesmas experiências, angústias e solucionarem juntos as suas dificuldades.

Depois de experimentarem se tornam dependentes. A dependência é fruto do mecanismo psicológico que induz o indivíduo a buscar o prazer e evitar o desprazer e das alterações cerebrais que a droga provoca”, afirma.

Segundo a psicóloga, cada droga tem suas peculiaridades e causa diferentes efeitos no organismo. “Muitos são os motivos que levam as pessoas a pararem de usar drogas ou procurarem um tratamento”, explica ela.

22 de abr de 2010

Menos impostos, mais empregos

por Lídia Baião

O decreto assinado pelo governador José Serra reduzindo a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS) para o setor têxtil, de 12% para 7%, significa maior competitividade para nossas empresas, manutenção dos empregos e até criação de novos postos de trabalho, investimentos e geração de renda no estado.

A desoneração deverá favorecer cerca de 13,5 mil empresas, que mantêm em São Paulo aproximadamente 200 mil empregados. Juntas, elas faturam mensalmente, em média, R$ 28bilhões por ano e recolhem R$ 1 bilhão em impostos anualmente. O benefício valerá inicialmente até 31 de março de 2011, mas pode ser prorrogado, assim como foi a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para a venda de eletrodomésticos, pelo governo Federal.

Esse é um resultado da união de forças de um grupo, envolvendo a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Têxtil do Estado de São Paulo, coordenada pelo deputado Chico Sardelli (PV), o Sindicato das Indústrias de Tecelagens (Sinditec), Sinditêxtil, Fiesp e outras entidades representativas do setor que souberam levar ao governo do estado essa reivindicação para redução do imposto.

Em agosto do ano passado, o grupo iniciou um movimento com o objetivo de sensibilizar o governo em relação à necessidade de redução do imposto. No período de mais de um ano foram realizadas reuniões, estudos técnicos, até chegar à elaboração de um documento contendo informações ao governo sobre a necessidade de diminuir a carga tributária para retomada da competitividade e para estancar a saída de empresas do Estado de São Paulo.

O documento mostrou ao governo que baixar o ICMS não provocaria uma queda na arrecadação, que atualmente é de cerca de R$ 1 bilhão anual. Ao contrário disso, a permanência das empresas no estado, a manutenção dos aproximadamente 200 mil empregos e a realização de novos investimentos promoverá um aumento na receita do governo.

O importante também é que os empresários assumiram o compromisso de reduzir o custo dos produtos no atacado e varejo, beneficiando também os consumidores.
Como disse o secretário estadual da Fazenda, Mauro Ricardo, esse foi um acordo em que todo mundo ganha, pois há benefícios para os empresários, trabalhadores, governo e consumidor.

O setor têxtil em São Paulo vinha sofrendo por ter uma carga tributária maior. Os incentivos fiscais oferecidos por outros estados estavam atraindo as nossas indústrias e aumentando o desemprego local. São Paulo precisava de uma medida urgente para conter a saída das empresas.

É claro que a redução do ICMS não resolverá todos os problemas da cadeia têxtil e confecções, afinal, ainda temos a deslealdade na taxação dos produtos têxteis chineses e coreanos que oferecem preços mais chamativos.

Os problemas de competitividade decorrem de problemas macroeconômicos. Temos de ir criando condições no estado e no país, como a redução do ICMS, que é um grande incentivo, estabelecendo padrões justos de competitividade e melhores condições de trabalho.

Boletim Intervalo

Confira mais programas de rádio produzidos por alunos de Jornalismo do Isca, sob orientação do professor Luiz Antônio Veloso Siqueira:





Bento XVI é sabatinado pela imprensa

por Diego Rodrigo dos Santos

Virou moda atacar o papa Bento XVI. Nas últimas três semanas, o líder da Igreja Católica foi alvo da imprensa devido ao grande número de acusações contra padres pedófilos. O papa é acusado de ocultar casos de pedofilia acometidos pelos membros da Igreja.

As denúncias sobre pedofilia de padres escandalizam, revoltam e assustam. Tanto quanto outras horríveis notícias sobre violência e abusos em qualquer lugar do mundo, principalmente dentro da própria família.

As pessoas têm enorme dificuldade em se conformarem com as notícias sobre pedofilia no seio da Igreja Católica. Dela, apesar do passado da Inquisição, das Cruzadas, do alheiamento quanto à escravidão e de tantos outros erros históricos cometidos, ainda espera-se algo bom.

Na Igreja Católica há o Direito Canônico que afirma que ninguém pode ser condenado sem uma acusação formal, sem ser antes advertido, sem o direito de defender-se. Não é justiça e é contra a doutrina da Igreja promover pura e simplesmente uma caça às bruxas, como assim fez a mesma no passado.

Como também é pecado grave de omissão por parte da autoridade eclesiástica simplesmente fechar os olhos para os escândalos e delitos dos sacerdotes. É necessário tomar corajosamente as medidas cabíveis.

O Papa Bento XVI não tinha provas concretas dos casos de pedofilia com padres, ao contrário do que informou o jornal ‘The New York Times’, no último dia 25 março.

O jornal americano trouxe a notícia de que, em 1996, o cardeal Joseph Ratzinger, que veio a se tornar o papa Bento XVI, em 2005, não respondeu as cartas vindas de padres americanos acusando o padre Lawrence C. Murphy de abusar sexualmente de 200 alunos menores entre 1950 e 1970, em uma escola para crianças surdas do Estado de Wiscosin (EUA).

Os documentos, mantidos em sigilo durante muitos anos, revelam uma correspondência de 1996 entre o padre Murphy e Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé nos anos 90. Segundo o jornal, o papa teria sido alertado sobre as acusações contra o padre Murphy pelo arcebispo de Wisconsin, que teria escrito duas cartas sobre a questão.

O “Times” também informou que Bento XVI sabia sobre o caso envolvendo o sacerdote Peter Hullermann, acusado de cometer abusos sexuais contra crianças em Essen, no norte da Alemanha, e transferido em 1980 para Munique e Freising.

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, e os meios de comunicação da Santa Sé desmentiram as informações e denunciaram uma campanha da mídia de desmoralização do papa Bento XVI e seus aliados a qualquer preço. Lombardi reconheceu que, embora esses casos tenham acontecido há dezenas de anos atrás, “reconhecê-los é o preço para restabelecer a Justiça e purificar a memória”.

No último dia 20 março, o papa publicou uma carta para os católicos da Irlanda, outro país onde se registraram centenas de abusos sexuais contra menores. Na carta, Bento XVI se diz “profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos”. Escreve o papa, ainda, se dirigindo às vítimas: "Sei que nada pode cancelar o mal que suportastes. Foi traída a vossa confiança e violada a vossa dignidade".

Além do mais, Bento XVI na viagem que fez aos Estados Unidos, se encontrou com as vítimas de sacerdotes que as abusaram sexualmente, e disse: “Não há lugar para aqueles que abusam de crianças no ministério sacerdotal".

Associar a pedofilia ao celibato é outra discussão emergente. O bispo auxiliar de Aracaju (SE), Dom Henrique Soares da Costa, disse em seu blog que pedofilia e celibato são coisas totalmente independentes uma da outra. “Um pedófilo pode se mascarar por baixo do ministério sacerdotal como pode se encapar num casamento. E são tantos”, afirmou.

De acordo com o bispo, o celibato é um dom de Deus para a Igreja, e completou: “Que fique bem claro que não há nenhuma propensão do papa e dos bispos de suspender a disciplina atual, que exige o celibato dos sacerdotes. A crise de vocação não é motivada pelo celibato, como também a crise de fidelidade não tem no celibato sua causa. A crise é de fé, não de celibato”.

Em alguns países há uma indústria mafiosa para arrancar dinheiro da Igreja com casos de pedofilia, verdadeiros ou forjados. Não houve acobertamento no caso envolvendo o padre Murphy. O Vaticano já disse anteriormente que ele não foi punido porque as leis da Igreja não preveem punição automática.

Contudo, a infidelidade de alguns não pode deixar na sombra a fidelidade heroica e silenciosa de muitos padres que, no dia a dia, sem aparecer em jornais, dão um esplêndido testemunho de amor a Cristo e às pessoas.

15 de abr de 2010

Boletim Intervalo

Ouça os programas jornalísticos de rádio produzidos pelos alunos de Jornalismo do Isca, sob orientação do professor Luiz Antônio Veloso Siqueira:









Uma máquina polêmica

por Cintia Ferreira

O Cern, organização europeia de pesquisa nuclear, prometeu, no ano de 2008, uma das mais ambiciosas experiências da história da física. É o LHC, um equipamento que simularia um novo “Big Bang” através de prótons que se chocam na velocidade da luz. Big Bang é a teoria cientifica que defende que o surgimento dos planetas e sistema solar se deu através de uma grande explosão no cosmos.

Pesquisando a respeito o tema, nota-se que este é de difícil compreensão e há falta de veículos de informação que abordem a questão de forma clara e sucinta para aqueles que não entendem muito a respeito de Ciência e Física. Revistas específicas e blogs especializados são pouco acessíveis à maioria da população.

Assim, a abordagem da imprensa no caso LHC é insatisfatória. Os principais jornais e sites de notícias trazem informações sobre o assunto, embaladas em muitos termos científicos e conteúdo para especialistas em Física. Entre prótons, neutros e átomos, o cidadão comum ouve falar de uma máquina que criará um buraco que poderá vir a engolir a Terra, espalhando o medo como um monstro que não se vê a face, encoberta por números e termos incompreensíveis.

Pouco a pouco, a velocidade do LHC será aumentada e a máquina preparada para colisões cada vez mais poderosas, até chegar ao momento exato da criação do mundo. Segundo os 180 cientistas de vários países envolvidos no projeto, as respostas que a humanidade procura a respeito do surgimento mundo e de tudo que nele há serão extraídas deste invento moderno e polêmico.

A primeira sensação é de um maravilhoso e admirável mundo novo que se desponta à nossa frente, assim como na saga de Aldous Huxley. O fantástico mundo onde não há perguntas que não foram respondidas e nem ideias satisfeitas. Porém, com um olhar mais humano e sensível, vemos o caminhar rumo à falta de crença em Deus e ao individualismo sem fronteira.

Localizado entre a Rússia e a França, o LHC já dá os primeiros passos a caminho de encontrar a “matéria negra” ou a “partícula de Deus”, substância com a qual 25% do universo seria constituído. Porém, o invento causa divergências entre alguns estudiosos que, contrariados acerca do equipamento, pregam que a tal máquina pode causar o fim do mundo.

A cada choque de partículas são criados pequenos buracos negros que, de tão ínfimos, de desfazem em frações de segundos. Mas os cientistas Walter Wagner e Luis Sancho alertam o seguinte: com o aumento da velocidade, que chegará ao auge no ano de 2013, o choque de prótons poderá criar um buraco negro com capacidade de engolir a Terra.

Portanto, o equipamento que prometia o milagre das respostas sobre a nossa formação poderá ser o assassino de todo nosso habitat. Assassinato movido pela curiosidade incessante e custeado pelo valor de 8 bilhões de euros, valor que geraria menos polêmica e insatisfação se fosse empregado para o crescimento de países que vivem em condições desumanas.

Wagner e Sancho abriram um processo contra o Cern, alegando que não foram feitos testes para o bem estar do meio ambiente e pedem à Corte americana que o processo seja interrompido até que seja provado que não ofereça risco à humanidade. O laboratório garante não há problema algum e que as acusações não passam de especulação. Eles dizem, mas não provam nada.

8 de abr de 2010

Boletim Intervalo

Ouça os programas de rádio produzidos pelos alunos de Jornalismo, sob orientação do professor Luiz Antônio Veloso Siqueira:









Greve dos professores gera polêmica

por Vanessa Ferreira

Há mais de um mês, os professores das escolas públicas de Limeira paralisaram suas atividades, para reivindicarem melhores condições de trabalho. Já chega a 70% os professores em greve em todo o Estado.

“Em Limeira, nas duas primeiras semanas, tivemos 11 escolas com quase 100% de paralisação e, em todas as outras, greve parcial”, diz o professor e diretor da Apeosp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Sebastião Sérgio Toledo Rodovalho.

Além do aumento de salários, a categoria reivindica a incorporação de duas gratificações, fim da política de bônus por mérito, fim das avaliações para os professores temporários e fim da prova de mérito - que foi instituída este ano para até 20% da categoria.

Os professores reivindicam, também, concurso público classificatório para todos os professores ACTs, admitidos em caráter temporário e destinação de um terço da jornada para formação e aperfeiçoamento. “Hoje, a jornada máxima é de 40 horas semanais, sendo 33 com alunos e sete horas de atividades”, relata Toledo Rodovalho.

Segundo ele, as justificativas que os professores darão aos pais e alunos, para que não sejam prejudicados com a paralisação, é que a greve foi aprovada numa assembleia com 30 mil profissionais da educação que estão lutando pela melhoria da escola pública e por melhores condições de trabalho. “Garantiremos a reposição de todas as aulas perdidas”, diz Toledo Rodovalho.

Para o pai de aluno, Reinaldo Canassa, a greve prejudica os alunos de um modo geral. “Se os professores não estão satisfeitos com o salário, que deem oportunidade para quem quer trabalhar”, desabafa.