30 de nov. de 2009

Youtube revoluciona os veículos de comunicação

Jornalistas e internautas utilizam vídeos como meio de informação

por Gerson Américo

O Youtube, na internet, se tornou uma das ferramentas mais populares, que diverte e ao mesmo tempo informa o público, com conteúdos variados de informação. Este ano, a ferramenta bateu o recorde de acessos, e atingiu a marca de 100 milhões de usuários, de acordo com os dados do site de consultoria conScore. Muitos internautas e jornalistas utilizam os vídeos como plataforma de notícias que podem servir de apoio para outras mídias.

O jornalista Fabio Galacci, 36, que trabalha ha 12 anos na Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), de Campinas, diz que, o Youtube só enriquece o jornalismo. Para ele, o imediatismo da ferramenta é importante para garantir a veiculação dos fatos em questão de segundos. “Um exemplo claro ocorrido recentemente foram os protestos da oposição ao atual regime do Irã.

Com a imprensa oprimida naquele país, os vídeos na internet tiveram o papel de divulgar o que realmente estava acontecendo”, diz. De acordo com Gallacci, o Youtube é uma ferramenta poderosa que democratiza a informação. Segundo ele, todos nós somos multiplicadores de assuntos, mas é preciso ter cuidado com o que é veiculado, pois nem toda notícia que é inserida na rede é de relevância. “A utilização dos vídeos, na internet, dribla os mecanismos oficiais de notícia. Cada pessoa tem a sua versão dos fatos e pode compartilhar isso com o mundo”, afirma.

O jornalista diz que a total liberdade no uso do Youtube também abre espaço para informações equivocadas, e algumas situações, são direcionadas por interesses individuais. “O poder de escolha é do internauta, mas, cada vez mais, ele opta por sites confiáveis para conseguir informação”.

Para Gallaci, o Youtube é um de informação muito importante para á sociedade e o jornalismo, pois carrega uma variedade de pontos de vista, rapidez e facilidades. “O cidadão pode inserir na rede o que quiser”.

Rafael Sereno, jornalista e editor do Jornal Gazeta de Limeira, diz que, alguns portais jornalísticos utilizam o Youtube para a criação de vídeos informativos. “Desta forma, a nova mídia pode ser considerada útil para atender parte das necessidades do internauta”, diz Sereno.

O estudante de jornalismo Ivan Costa utiliza vídeos como veículo de informação há um ano.
Para ele, o Youtube é um veículo sem fronteiras, que com o auxilio de um bom computador, torna as pessoas informadas sobre o que acontece no mundo atual.

Segundo o estudante, é possível relacionar o jornalismo com a nova ferramenta, pois muitos canais de TV, também estão na internet, com conteúdos voltados ao público internauta.

Mídias Online são uma boa alternativa para o ouvinte

Rádio na web é a nova opção

por Leandro Tetzner Moller

Hoje em dia, se o ouvinte está chegando ao trabalho e não quer perder a notícia que estava acompanhando no trajeto de carro até seu destino, uma boa alternativa está nessas emissoras de rádio pela internet.

Isso ocorre porque várias emissoras têm transmissão via web, com programação 24 horas por dia, e para qualquer lugar do mundo.

Um exemplo disso é a rádio Estéreo Som de Limeira, que mantém sua programação online desde 1996, quando criou seu primeiro site na internet. De acordo com Bruno Bortolan, um dos seus proprietários, a emissora foi a primeira de Limeira e uma das pioneiras do país a adotar esse tipo de mídia online, criando em 2001 a sua primeira transmissão de rádio via internet.

Bortolan diz que o principal diferencial desse tipo de mídia é a abrangência geográfica. O ouvinte pode acessar o conteúdo da rádio em qualquer local do planeta. Por exemplo, muitos dos ouvintes da emissora que não possuem rádio no trabalho, acabam acompanhando a programação através do site via internet, já que fazem uso do computador o dia todo.

“Outro ponto forte dessa abrangência é a de pessoas que se mudam de Limeira, às vezes para locais onde as estações de rádio não chegam, mas continuam acompanhando via web. Bortolan ainda explica que as rádios online não servem só para que o ouvinte continue acompanhando a programação pelo computador.

“A participação se torna mais interativa, ou seja, ele passa a ter mais contato com a emissora. “Um exemplo disso são os blogs dos nossos programas, em que qualquer pessoa pode entrar e deixar sua opinião, pedir uma música ou fazer um comentário”.
Bortolan afirma também que novos canais online vão fazer parte do site da emissora, cada um com sua programação própria para atender ao gosto de todos os tipos de público.

Jaqueline Barreira, funcionária de uma empresa de fundição em Limeira, afirma, que, na van que faz o trajeto de ida e volta do serviço, ela e os demais passageiros escutam as primeiras noticias do dia nas rádios da cidade. Ao chegarem na empresa, ao acessar o computador, eles já deixam uma rádio local em aberto para continuar acompanhando as informações durante o dia.

Marcos Ferreira também utiliza a internet para sintonizar as rádios da região, já que precisa saber do andamento das pistas no dia a dia, por viajar a trabalho pela empresa em que presta serviços.

Entenda como funciona o rádio online

Web Rádio é o serviço de transmissão de áudio via Internet com a tecnologia streaming gerando áudio em tempo real, havendo possibilidade de emitir programação ao vivo ou gravada. Muitas estações tradicionais de rádio transmitem a mesma programação pelo meio convencional, por ondas de rádio, e também pela Internet, conseguindo desta forma a possibilidade de alcance global na audiência.

Para realizar a transmissão de áudio através da Internet é necessário enviar o áudio para um servidor que irá realizar a codificação apropriada e a transmissão aos usuários.

26 de nov. de 2009

A pressa do Jornalismo

Erros comprometem a qualidade da cobertura on-line

por Carlos Giannoni

O Jornalismo na Internet está cada vez mais popular e em total expansão, devido ao crescente número de internautas no país. No entanto, a ‘agilidade’ que o veículo exige na divulgação das notícias pode atrapalhar o jornalismo na rede. Informações mal apuradas, incoerentes e erros de digitação são freqüentes.

O jornalista Daniel Heldt, diz que a informação deve ser checada em qualquer que seja o tipo de veículo de comunicação. "O erro pode causar grandes danos às pessoas ou mesmo à comunidade envolvida com a informação".

Foi o que aconteceu no último dia 10, quando o país sofreu mais um apagão, que afetou vários estados. Nas horas seguintes, a pressa em dar a notícia ficou visível. O portal G1, por exemplo, publicou matéria com vários erros de português (observe as fotos a seguir, clique para ampliar).





De acordo com Heldt, um dos fundadores do site jornalistas.blog.br, o autor ou o veículo deve se retratar quando noticia de maneira errada. "Quanto mais se erra na ânsia do ‘furo’, mais credibilidade se perde", conclui o jornalista.

A reportagem do EmFoco enviou dois e-mails para a redação do portal G1, relatando as incorreções, mas não obteve respostas. Só após 1h40 da publicação da matéria é que os erros foram corrigidos, tempo suficiente para a notícia chegar de modo incoerente a milhares de internautas.

25 de nov. de 2009

Celular é ferramenta para Jornalismo

Hoje em dia é comum repórteres capturarem imagens por celular

por Vanessa Ferreira

No contexto atual, em que as mídias digitais estão em evidência, o celular como forma de receber e distribuir informações exige uma reconfiguração das funções jornalísticas. O jornalista passar a ter, ele próprio, de apurar as informações, produzir e disponibilizar suas reportagens com texto, foto e vídeo.

O celular colabora na produção e checagem de dados exigidos do repórter. No entanto, ficam valendo os mesmos critérios de ética e integridade do bom jornalismo. “Os celulares estão introduzindo um novo formato de jornalismo digital para levar rapidamente informações ao leitor plugado”, diz o jornalista Fernando Carril, gerente geral de celular da UOL.

Já para Rafael Sereno, redator-chefe da Gazeta de Limeira, o celular é uma tecnologia que facilita ao jornalista a busca de fontes e notícias e a conexão das mídias. “Pelo celular, posso entrar ao vivo numa transmissão de rádio ou TV e reportar as informações diretamente do local onde está acontecendo a notícia”.

Na opinião dele, mesmo com os benefícios para o jornalismo, o celular ainda possui restrições como meio de divulgação de notícias. “A restrição do espaço possibilitado pelas mensagens de texto SMS é prejudicial ao leitor, que gosta de informação completa”, explica.

Por isso, o Bluetooth está praticamente tomando o lugar das mensagens SMS enviadas por celular. Segundo o site de notícias Info Wester, a expectativa é que, em 2013, cerca de 2,4 bilhões de aparelhos em todo o mundo estejam integrados nesse padrão de comunicação.

Esse mecanismo pode ser usado sem restrições para enviar e receber arquivos de foto, vídeo e música. A sua utilização tem crescido, inclusive na área da Comunicação Social, tanto na Publicidade quanto no Jornalismo, devido à rapidez e ao baixo custo na transmissão de informações através de ondas de rádio.

Para Felipe Paes, aluno de Publicidade e Propaganda, a principal contribuição do Bluetooth é viabilizar o acesso às informações. “Em qualquer lugar que você estiver, ele possibilita compartilhar e receber arquivos de todos os gêneros”, explica.

Assessores vs Jornalistas: A batalha está chegando ao fim

por Gustavo Nolasco

A discussão é antiga, quem é mais jornalista? O assessor de imprensa pode ser considerado jornalista? Para o escritor e jornalista Rodrigo Capella, antes de mais nada “a tarefa é a de unir esses profissionais , respeitando possíveis diferenças e lutando para que elas, de nenhuma maneira, atrapalhem a execução das diversas habilidades jornalísticas, que se mostram cada vez mais importantes em nossa sociedade atual”.

De um lado, o jornalista pensa que está em uma grande batalha pela verdade e, por isso, o colega assessor é indigno de ser tratado como da mesma forma que ele. Do outro, o assessor faz o possível para informar o que convém ao cliente dele e se utiliza do que há de mais requintado em comunicação.

Habilidades como a de repórter, assessor de imprensa, editor e pauteiro, entre outras, são funções jornalísticas e devem ser respeitadas como tal. Infelizmente, a própria classe jornalística se confronta e se opõe em conceitos e estruturas, fundamentais para a consolidação e o respeito que ela merecia ter perante á sociedade.

Ainda segundo Capella, ”o assessor é um jornalista, bem como o jornalista muitas vezes pode vir a ser um assessor”. Essa compreensão está cada vez mais nítida entre os jornalistas de redação, que muitas vezes se utilizam dos textos enviados pelos colegas de assessoria para alimentar e dar mais credibilidade, sustentabilidade e entusiasmo ao texto que será lido pelo público.

O que muitos profissionais esquecem é que ambos foram formados em Jornalismo. Talvez isso ocorra porque alguns assessores de imprensa não sejam formados em Jornalismo. Mas, se analisarmos bem, a grande maioria é, e numa democracia a maioria prevalece.

Algumas declarações esquentam o debate. Em uma convenção da profissão, a assessora Érica Santos dispara: “Os assessores são a garantia de que a informação que chega ao público é verdadeira ". Do outro lado da mesa o jornalista Carlos Santos rebate: “Os jornalistas têm outras fontes, além dos assessores, que dão melhores informações”. Essa é a clássica desconfiança entre esses profissionais. A briga entre informação apurada e informação construída, mas que pra isso, também foi apurada.

Apesar da disputa o cenário está mudando. Uma pesquisa publicada no início deste ano feita pelo Instituto Franceschini de Análise de Mercado e coordenada pelo departamento de pesquisas da ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) informa que os profissionais de redação reconheceram a importância dos colegas assessores.

A pesquisa com 405 jornalistas de um total de 48.115 cadastrados pelo mailing MaxPress, a maior e mais segura referência do país, trouxe números curiosos: 42% dos entrevistados avaliam que os assessores de imprensa ajudam muito o trabalho da redação, já 43% dizem que ajudam um pouco, os outros 7% afirmam que não ajudam, nem atrapalham, e apenas 3% deste total dizem que atrapalham.

Capella acredita que a união da classe pode ter ajudado a equilibrar essa batalha, mas que ainda há muito a se discutir sobre o assunto. “Após a união da classe, essas análises ganharão profundidade e credibilidade, pois estarão sendo feitas por uma classe unida e fortalecida, em busca de seus interesses e, ao mesmo tempo, preocupada em oferecer cobertura jornalística precisa, ouvindo o maior número de lados possíveis”.