16 de dez de 2010

Entrevistas revelam opinião de autoridades de Limeira sobre investimento em cultura na cidade


Por Cintia Ferreira, Gerson Américo, Juan Piva, Thayla Ramos

Prefeito de Limeira Silvio Félix em entrevista sobre a Cultura da cidade

Realizamos a cobertura da quinta edição do evento “FestiAfro”, em homenagem ao dia da Consciência Negra em Limeira (SP). O festival abriu um importante espaço aos compositores e intérpretes da música popular brasileira de todos os gêneros, para desenvolvimento de temas relativos à cultura afro-brasileira. O evento promovido pela Prefeitura de Limeira – Secretaria Municipal da Cultura, foi realizado no Teatro Vitória em duas etapas, dias 20 e 21 de novembro de 2010.
Foram gravadas também, em formato de áudio, entrevistas com algumas das principais autoridades do município de Limeira a respeito das questões culturais direcionadas à população. Abaixo, segue a reportagem sobre o tema.

Autoridades falam sobre a questão cultural de Limeira

Na opinião do prefeito de Limeira, Silvio Félix, é importante que a cidade saiba que a cultura não pode ser definida de acordo com o que só o poder público deseja, pois existem diversos caminhos em se tratando de cultura, portanto, é necessário que haja incentivo a todas as formas de manifestação cultural, para que a população seja atingida, obtendo acesso ao que gosta em relação ao entretenimento.

Para Félix, as decisões devem ser tomadas a partir da cultura popular em geral, não priorizando apenas algumas atividades, enquanto outras são deixadas de lado. O prefeito anuncia que a cidade precisa de obras, como a restauração do Palacete Levy e a construção de mais teatros. “Na vida pública não se deve enxergar apenas um lado, mas sim todo o contexto”, declara.

Ele diz que a cidade de Limeira está recebendo muitos investimentos sem as pessoas perceberem. “É o caso da construção de um novo teatro, o ensino de música nas escolas e as atividades como o ‘FestiAfro’, que promove a integração étnica”, conta.

De acordo com ele, existem muitos desafios a serem superados e muitas ações necessitam ser aperfeiçoadas nos próximos governos, principalmente a ideia do investimento em cultura juntamente com a educação.

Félix acredita que as formas de divulgação da cultura não são suficientes na cidade, pois é difícil atingir toda a população. “O ideal é que criemos um mecanismo na sociedade a fim de que as pessoas procurem a informação. Elas entendem que somente o poder público tem a obrigação de informar e isso vai sempre provocar um sistema deficitário de divulgação cultural. Precisamos utilizar todos os meios de comunicação, mas tem que ser criado um sistema de ‘auto-busca’ para as pessoas de todas as camadas sociais poderem ir aos eventos de sua preferência”, afirma.

Já o secretário da Cultura, Adalberto Pedro Mansur, avalia que a cultura é uma questão que deve ser priorizada. “Educação, saúde e cidadania são importantes, porém, acredito que a cultura está antes de tudo isso”, diz ele. Mansur afirma que os governos deveriam ter uma visão diferenciada em se tratando das questões culturais e destaca também o papel da iniciativa privada para abranger a cultura cidadã como uma forma de orientar as pessoas.

Ele anuncia que, nos próximos orçamentos financeiros do governo, os municípios terão um percentual de 5% voltados para cultura. “Está tudo bem, caminhando, não na velocidade que queremos, mas as coisas estão acontecendo para que a cultura ganhe a devida importância para a sociedade”, comenta.

Segundo o secretário, a cultura é plural e abrange diversas vertentes e isso torna difícil ao poder público, sozinho, responder por incentivar a cultura. “No entanto, a questão cultural tem um avanço de acordo com o que a população produz, e o poder público tem o papel de ser apenas uma ferramenta para impulsionar os elementos”, afirma.

Na avaliação do vereador José Farid Zaine (PDT), é fundamental o acesso à cultura, pois ela é prevista na Constituição brasileira, na Lei Orgânica do Estado e do município. “A população tem direito”, ressalta.

Farid considera que ainda há muito a ser feito na área cultural, embora nos últimos anos, segundo ele, ocorreram muitos avanços. “A cidade foi reconhecida e escolhida como sede do festival de circo, a única do Estado que sedia um evento dessa natureza”, avalia.

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