3 de mai. de 2011

Senado pode votar PEC do diploma nos próximos dias


03 de maio Texto publicado no site da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Cresce a expectativa em torno da votação da PEC 033/09 no Senado na semana em que se comemora o Dia Internacional da Liberdade de Expressão. Com o mutirão realizado pela FENAJ, em conjunto com a Coordenação Nacional da Campanha pela volta do diploma e Sindicatos de Jornalistas na semana passada, cresceu o número de senadores que se declararam favoráveis à proposta. A Federação convocou as entidades apoiadoras do movimento a novo esforço de sensibilização dos parlamentares para o dia 3 de maio.
Com o esforço de sensibilização realizado na semana passada, mais 11 senadores se manifestaram favoráveis à PEC 33/09. Agora 68 senadores são favoráveis, 6 são contrários à restituição da exigência do diploma como requisito para o exercício profissional do Jornalismo e ainda é desconhecida a posição de 7 senadores sobre a Proposta. O “placar” com o posicionamento dos parlamentares está disponível no site da FENAJ.
Nesta terça-feira (03/05), às 9h, haverá audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado sobre a liberdade de imprensa e a violência contra os jornalistas. A FENAJ convocou os Sindicatos de Jornalistas a participarem do evento e, ao mesmo tempo, fazerem novo mutirão de sensibilização de senadores pela aprovação da PEC 33/09 e para que estejam presentes no plenário no dia da votação da proposta. A ideia é aproveitar a presença dos representantes dos jornalistas em Brasília para fazer um novo corpo a corpo também na Câmara dos Deputados pela aprovação da PEC 386/09.
Para o presidente da FENAJ, Celso Schröder, se a votação da PEC 33/09 no Senado ocorrer na semana em que se comemora o Dia Internacional em Defesa da Liberdade de Expressão (3 de maio) será uma importante contribuição para os jornalistas e para a sociedade brasileira. “A ausência de um posicionamento do Congresso Nacional em questões importantes para o Jornalismo fez com que o Judiciário ocupasse um espaço que por essência é do Legislativo”, disse, referindo-se à decisão do STF de extinguir a Lei de Imprensa e o diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista.
“Hoje qualquer cidadão que for vítima de calúnia ou difamação pode ficar irreparavelmente lesado em seu direito de resposta, pois não existe nada que regulamente a relação entre os veículos de comunicação, os jornalistas e a sociedade”, lembra Schröder. “E a qualificação do Jornalismo foi jogada por água abaixo porque, pela decisão do STF, qualquer pessoa sem a menor formação pode exercer nossa profissão”, critica.
Celso Schröder considera, no entanto, que há tempo para reparar este erro. “As liberdades de expressão e de imprensa em nada são afetadas pela exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão”, sustenta, esperançoso de que o Senado aprove a PEC 33/09. “Estas liberdades são caras à democracia e são de toda a sociedade, inclusive dos jornalistas”.
E conta que há um movimento internacional para resgatar as liberdades de imprensa e de expressão que, segundo ele, foram “seqüestradas” pelos donos dos veículos de comunicação. Neste sábado (30/04) Celso Schröder participou de um ato organizado pela Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e pela Federação dos Jornalistas da América Latina e do Caribe (FEPALC), em Santiago (Chile), alusivo ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. “Graças a uma mobilização internacional estamos conseguindo que o governo chileno abandone a ideia de extinguir a versão impressa do jornal La Nación”, registra.
Fonte: http://www.sjsp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3326&Itemid=1

Viva a Mata 2011

A preocupação com o meio ambiente é tema recorrente em assuntos do dia-a-dia, provas, debates e, principalmente, em cases de dinâmicas. Está por vir o “Viva a Mata 2011”, evento organizado pela Fundação SOS Mata Atlântica nos dias 20, 21 e 22 de maio. O local escolhido não poderia representar melhor o acontecimento e em grande estilo, o Parque Ibirapuera, se prepara para um grande encontro.
Aberto ao público em geral, visa promover a troca de informações e experiências entre quem luta pela conservação deste bioma. O foco principal é sensibilizar, informar e conscientizar a sociedade.
Ocorrerão palestras, exposições, estandes temáticos, oficinas, peças de teatro, maquetes interativas, atividades com voluntários, e muitas outras manifestações. E o melhor, a participação é gratuita. Para a colaboradora de Recrutamento e Seleção do Nube, Gabriela Mancini Braz, é muito importante participar de programas desse âmbito. “É uma forma de ganhar mais conhecimento e faz o estudante se destacar dos demais”, afirma.
No ano de 2010 foram mais de 80 mil visitantes. E este ano? Você pode ajudar a ser mais um sucesso! Será bom para sua vida pessoal e profissional.

http://www.nube.com.br/nubenews/noticia?id_noticias=3491

Casa da amizade recebe apoio da Ae.Com


Cintia Ferreira

A Casa da amizade de Limeira, do Rotary Club região Leste, recebeu ajuda da Agência Experimental de Comunicação do Isca Faculdades - Ae. Com, para a elaboração de seu informativo.

Em forma de jornal-revista o informativo traz as atividades realizadas pela Casa da amizade. A diretora da organização Cleonice T. Mercuri Quitério esteve na Ae.Com orientando os alunos e professores sobre como deveria ser desenvolvido o trabalho e disse estar satisfeita com o produto final, “o trabalho ficou lindo, agradeço à agência pelo apoio”.

Neste ano a organização realizou vários projetos sociais como: Projeto Leitura na praça e Projeto oficina de artes soltando a imaginação, além de seus tradicionais festivais de Natal, dia das mães e dia dos pais.

A Casa da amizade é uma associação de esposas de membros de Rotay Club. Seus objetivos são promoções sociais e filantrópicas, também colabora voluntariamente com as realizações comunitárias empreendidas pelo respectivo Rotary Club.
A entidade tem o seu emblema, estatuto e regimento próprios, sem qualquer vínculo com Rotary. 

Armas em qualquer esquina

Horácio Busolin Júnior

            O último acontecimento na Escola em Realengo, no Rio de Janeiro, reacendeu uma questão que as autoridades deixaram de lado: o controle do trânsito de armas no Brasil.

O que levou Wellington Menezes de Oliveira a praticar a sangrenta chacina na escola? A pergunta ainda paira no ar e a dúvida provoca discussões de psicanalistas, sociólogos, educadores e jornalistas. As informações estão sendo jorradas pela imprensa e declaram que o jovem possivelmente tenha sofrido bullying, ou era abatido por alguma patologia social grave. A sociedade está sedenta por explicações, e é possível que nunca encontre o real motivo que possa justificar tal ação.

         Problemas de sanidade como o dele, são visíveis pelo mundo. Basta lembrar do caso trágico da escola em Colombine que ocorreu no ano de 1999, em que dois adolescentes assassinaram 14 crianças e um professor. Nesse caso foi apontado que os meninos sofriam preconceito pela sexualidade. Segundo informações contidas no artigo de Daniel Mack e Melissa Risso (Jornal o Estado de S. Paulo), casos como esses têm vitimado cerca de 300 pessoas desde 1996, e ocorre em diversos países como China, EUA, Iêmen, Argentina, Finlândia e agora no Brasil.

            Há um misto de possibilidades que o próprio assassino nutriu e abriu precedentes para discussões que envolvem religião, preconceito, fracasso pessoal e demência. Acredito que nem o próprio assassino poderia explicar os fatos se estivesse vivo.

            Porém o principal vilão da história foi o instrumento usado para a prática dos assassinatos: a arma. Como foi que Wellington teve acesso ao revolver calibre 38 que vitimou aos alunos? De acordo com matéria publicada em 21 de dezembro no jornal Estado de S. Paulo, existem hoje no Brasil cerca de 16 milhões de armas, tendo 7,6 milhões na ilegalidade, correspondendo a 47, 6%.

            O Estatuto do Desarmamento definiu regras mais rígidas para o porte e posse de armas, mas mesmo assim a população pode ter acesso a armas, até por bases legais.

            Cabe às autoridades controlar o trânsito livre de armas e fiscalizar de forma efetiva como elas entram no país, vigiando com mais rigor suas fronteiras. A polícia precisa intensificar suas ações fiscalizando clubes de tiros, empresas de segurança e caçadores. Outro ponto que precisa ser discutido é envolvimento de policiais com o tráfico de armas. Em fevereiro de 2011, policiais civis e militares foram presos na Operação Guilhotina por desvio de armas, corrupção e proteção a bicheiros.

            A polícia Federal necessita reforçar ainda mais suas ações em trabalho conjunto com as corregedorias para melhor fiscalização nos profissionais da segurança pública. O baixo salário desses profissionais também é uma das causas para desvirtuação de condutas dos policiais.

            Porém o grande problema em se barrar a comercialização, mesmo com exceções, é o lobby realizado pelas empresas armamentistas junto ao Congresso.  A problemática é salutar, e precisa ser discutida pela imprensa, de forma séria e com o intuito de orientar a opinião pública ao alcance de uma solução plausível.

            Com armas soltas e vendidas em qualquer esquina, jovens inconsequentes continuarão tendo acesso fácil a armas de fogo, como se essas fossem simples artifícios de brinquedo.

LIVRO: sustentabilidade discutida em grandes reportagens

O livro-reportagem “Mão na Massa: práticas e ações sustentáveis em Limeira”, da jornalista Roxane Regly, é formado por oito grandes reportagens sobre meio ambiente e sustentabilidade. A cada capítulo, o leitor tem a oportunidade de conhecer casos de pessoas comuns que praticam ações em favor do meio ambiente na cidade de Limeira, a fim de conservar os recursos naturais para as próximas gerações.
Hoje em dia a sustentabilidade ambiental é uma preocupação muito grande. A mídia tem tratado o assunto com mais frequência, levando a população a refletir sobre a necessidade de controlar o consumo desenfreado e evitar práticas destrutivas à natureza.
Segundo a jornalista, o produto foi idealizado e desenvolvido como parte da exigência para a formação em bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, quando ainda estudava no Isca Faculdades, em Limeira, no segundo semestre de 2010. “Foram quase quatro meses de trabalho, incluindo pesquisa, coleta de informações e produção do livro. O trabalho árduo da realização do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), no final, se tornou em um produto bonito e gostoso de ler”, disse Roxane.
Todo o processo produtivo foi realizado em Limeira, em um trabalho individual da jornalista, à época, estudante do último semestre. Os relatos das histórias foram coletados em parques, sítios, vilas, casas, escolas e entidades. Diversos especialistas foram consultados, de modo a explicar e reforçar os conceitos dos entrevistados. O Poder Público também foi procurado para dar esclarecimentos a respeito nas necessidades da cidade que o cabe.
Com a formação adquirida no curso, Roxane pode produzir também as fotografias que ilustraram o livro e elaborou todo o projeto gráfico e diagramação. “Realizei cada etapa com minuciosidade e cautela, me atentando a cada detalhe e participando de cada momento do livro”, citou. “Com o apoio da minha família, amigos e também de minha chefia (no estágio), colegas de trabalho e da professora orientadora Ingrid Gomes, consegui nortear meu trabalho e desenvolver um produto jornalístico completo e interessante”, enfatizou a autora.

CAPÍTULOS

O livro é aberto com a história de um grupo de moradores da periferia de Limeira que lutou para transformar uma área verde abandonada e cheia de lixo em um parque ecológico. A Praça Gino Archimedes Batiston, no Jardim do Lago, hoje é um ponto de lazer ecológico e prática de esportes aos moradores de toda a região.
As reportagens continuam abordando entidades que reciclam para incrementar sua renda e melhorar o atendimento de crianças deficientes e fazem a coleta de óleo para reverter em assistência social. Há também aqueles que por meio de ações em benefício próprio favorecem o meio ambiente, como um conjunto habitacional que individualizou hidrômetros, reduzindo em altos índices o consumo de água.
A moda, o design e o lazer não ficam de fora. Um agricultor que desfruta sua aposentadoria plantando árvores, a designer que transformou em negócio a produção de bolsas e acessórios sustentáveis e as casas ecológicas, que reduzem a produção de entulho, reaproveitam recursos e economizam matéria natural.